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De acordo com as projecções para as tendências climáticas em Portugal, as alterações climáticas globais levarão à intensificação das ondas de calor, que serão mais intensas e frequentes, associados a Verões mais quentes e Invernos mais suaves.
Aliás, as ondas de calor são já uma realidade que tem vindo a condicionar o clima em Portugal com todos os efeitos adversos, nomeadamente ao nível da saúde pública, daí decorrentes. São vários os registos de ocorrência de ondas de calor em Portugal Continental entre o final do século XX e inicio do século XXI.
No final do século passado, a onda de calor de 1981 esteve associada positivamente a um excesso de cerca de 1900 óbitos registados em todo o país. Embora com intensidade menor do que a de 1981, Portugal esteve sujeito de novo a uma nova onda de calor entre 8 e 22 de Julho de 1991. Foi estimado que a essa onda de calor teria estado associada um excesso de cerca de 1000 óbitos.
Já no início do século XXI, entre 29 de Julho e 15 de Agosto de 2003 ocorreu uma onda de calor muito intensa que afectou todos os distritos de Portugal Continental. A esta ficou associada um excesso de mortalidade de mais 1953 óbitos, 89% dos quais em indivíduos com idades iguais ou superiores a 75 anos de idade.
Ou então, a do Verão de 2006, que foi o 5.º Verão mais quente de Portugal desde 1931, registando-se 5 ondas de calor meteorológicas durante o período de 24 de Maio a 9 de Setembro.
Mais recentemente, durante os anos de 2009 e 2010 registaram-se 9 períodos de ondas de calor.

Fig. 2 - Onda de Calor (Maio/Junho de 2009). (Fonte: Instituto de Meteorologia).
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